Bem Vindo

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Do resto ninguém precisava saber.

Quando falo de resto refiro-me ao que deu errado,
ficou para trás, decepcionou, machucou…
Falo das portas fechadas na cara,
das pisadas no peito, tiradas maldosas de ar,
ilusões da vida para nos dar uma rasteira.
Falo daquilo que ninguém quer,
mas que a gente faz o de sempre:
passa por cima ou finge que passa.
E saí pela rua com a cara deslavada de quem é feliz.
Ninguém, ninguém mesmo 
precisa saber do nosso esforço 
para tentar ser qualquer coisa além 
do que não deu certo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Flui mais fácil

Eu sempre gostei de viver o meu mundo 
em voz baixa. 
Certos fracassos e sucessos não precisam ser 
do conhecimento de mais ninguém.
E quando a vida da gente fica quietinha, 
parece que flui mais fácil, não é?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

 
 Que estejamos presentes em memórias alheias.
Que alguém já distante lembre do nosso sorriso 
e se sinta acolhido.
Que o nosso bem faça bem ao outro.
Que sejamos a saudade batendo no peito de 
uma velha amizade.
Que sejamos o amor que alguém nunca esqueceu.
Que sejamos um alguém que sorriu na rua
e o desconhecido encantou-se.
Que sejamos, hoje e sempre,
uma coisa boa que mora dentro de cada um 
que passou por nós.

sábado, 26 de dezembro de 2015

 
 Do resto ninguém precisava de saber.
Quando falo de resto refiro-me ao que deu errado,
ficou para trás, decepcionou, machucou…
Falo das portas fechadas na cara,
das pisadas no peito, tiradas maldosas de ar,
ilusões da vida para nos dar uma rasteira.
Falo daquilo que ninguém quer,
mas que a gente faz o de sempre:
passa por cima ou finge que passa.
E saí pela rua com a cara deslavada de quem é feliz.
Ninguém, 
ninguém mesmo precisa saber do nosso esforço 
para tentar ser qualquer coisa além 
do que não deu certo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

 
 Eu te entrego todo o meu romantismo barato e as 
minhas palavras repetidas.
O meu tom suave e a minha mão quente.
Eu te entrego a minha parte marginal e você me 
conserta.
Eu te dou amor e você me dá uma moradia no seu 
coração.
Eu me dou.
Você me segura?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

 
 Abandonei alguns planos ao longo dos meses.
Foi difícil, caso você queira saber.
Mudei trajectórias e me surpreendi,
não com os outros esses são cada vez mais previsíveis,
mas comigo.
Claro que não nadei em um mar de flores 
límpido e cheiroso.
Passei por esgotos e esfolei bastante os joelhos.
Andei sem mapa, bússola ou conselho 
que me guiasse.
Andei por mim, pelas minhas próprias pernas,
e há vezes em que até lamento isso.
Uma mão às vezes ajuda.
Todavia, o que ocorreu comigo foi isso:
mudança de planos, diariamente.
Amanhã, com toda a certeza, mudarei mais uma vez.
E que você não me entenda, assim como todos eles.
Que ninguém me entenda,
pois eu não gostaria que me explicassem.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

 
 E ao fim do meu dia, 
eu vou querer estar com você.
E vou querer te dizer as palavras que guardo 
muito secretamente e não cedo a ninguém,
olhar para ti mais uma vez e perguntar se a 
realidade é tão bonita assim.
Ao fim do meu dia, 
eu vou-te abraçar antes de dormir e sentir que não
importa a vida que me espera lá fora, 
eu estou feliz aqui com você.

domingo, 6 de dezembro de 2015

 
 Hoje eu rio da tragédia de ontem.
A vida é um circo que se monta e se desmonta 
todos os dias,
e os espectáculos nem sempre rendem bilheteira.
Mas qual a graça, se não houver um palhaço?
Qual a emoção, se não houver o perigo?
Qual a sensação, se não houver um animal 
enjaulado?
Qual a comemoração, se não houve aplauso?
E sigo rindo do que devo e do que não devo…
Porque hoje as cortinas se fecham,
mas amanhã elas logo reabrem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

 
 Precisei aprender que algumas coisas já vão tarde.
Elas me prendiam em mim mesma,
não me deixavam ir adiante no pensamento
e nem nas tentativas.
E a vida é ir adiante.
Fiz birra, cara de choro, não entendi 
e achei até injusto em determinados momentos,
mas o destino nos traz coisas melhores quando 
buscamos elas e leva o que não acrescenta.
Mais do que isso:
o destino leva quem não acrescenta.
Eu já me erro por natureza;
ninguém precisa se dar ao trabalho de piorar.
Mas aprendi agora, com muito esforço,
que há coisas que passam da validade e começam 
a criar bolor, odor e fazer mal.
Tem coisa que simplesmente não merece 
o nosso tempo.
Então, que o tempo leve e afaste,
e deixe leve o que permanecer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

 
 Não sou capaz de falar metade das palavras bonitas
que guardo para muitas pessoas.
Não sei se você me entende, 
mas dizer palavras bonitas
não depende somente de nós.
Porque o outro precisa entrar na sintonia, 
sentir como nós,
receber da mesma forma que estamos enviando.
Entende isso?
As palavras precisam fazer valer,
e nem sempre me arrisco a desperdiçá-las.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

 
 Eu gosto de quando a felicidade não se anuncia.
Ela vai invadindo, chegando sem pedir,
tomando conta,
deixando o ar leve e contaminando.
Desse jeito, não há tempo para sentir medo ou frear.
Quando vê, já se é feliz!
Sente-se que é feliz.
Não se corre o risco de estragá-la antes do momento
ou fechar as portas para ela.
Ninguém a vê.
Ela é invisível demais para os nossos olhos descrentes.
Por isso,
gosto do jeitinho atrevido dela de chegar 
sem ser apercebida.
Gosto de um dia descobrir que aquele 
sorriso sem motivo,
é só a felicidade.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

 
 A gente tem é que sentir arrepios na vida.
Aquela coisinha boa dizendo que
você está no caminho certo,
que é aquilo mesmo e as coisas estão fluindo.
Pobre de quem não sente arrepios
e não comemora em silêncio consigo mesmo
enquanto tudo se encaminha.
Pode ser uma arrepio de amor,
realização, surpresa, expectativa,
não interessa.
Arrepios são um aviso:
Estamos VIVOSSSSS!!!!!!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

 
 Nem sempre se trata de ser forte ou fraco, 
certas coisas cansam e te fazem desistir.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

 
 Quem é feliz não conta, não espalha,
não grita aos quatro cantos.
Quem é feliz, satisfaz-se por ser.
E sabe que felicidade anda coladinha na inveja.
Quem é feliz não precisa provar nada, 
simplesmente é.
As pessoas felizes demais nunca 
me passaram confiança.
Essa coisa de que a vida é uma festa 
e não existe nada errado,
não me brilha aos olhos.
Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita.
Feliz é quem já foi infeliz.
Somente quem já foi infeliz
pode entender que a tristeza traz
um punhado muito bom de aprendizados.
O oba-oba de quem nunca se deixou entristecer
não serve na minha vida.
Felicidade não é sobre quem grita mais alto;
é sobre quem sorri mais fundo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

 
 Amor é diverso.
É um casal de idoso no banco da praça.
É a moça e o rapaz brigando 
porque não querem terminar,
mas não sabem mais continuar.
É o menino de cinco anos levando 
uma flor para a “amiguinha”.
É o menino apaixonado pelo menino.
É a menina apaixonada pela menina.
E nenhuma dessas faces atrapalha a vida alheia.
Nenhuma espécie de amor foi feita 
para não caber no mundo.
Até ele, 
o tal do amor, 
depende de como se vê.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

 
 Eu sempre gostei de viver o meu mundo 
em voz baixa.
Certos fracassos e sucessos não precisam
ser do conhecimento de mais ninguém.
E quando a vida da gente fica quietinha,
parece que flui mais fácil, não é?