Bem Vindo

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

 
 Sou uma esponja.
Absorvo o que posso.
Devolvo o que quero.
Retenho nos poros.
Tanto que me deformo.
Mas sempre volto.
Na minha forma.
Novo, de novo.
Pronto para absorver.
Viver.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

 
 Espelho, espelho meu,
saibas que esta não é mais esta tua incumbência.
Agora, dito eu.
Eu respondo.
Eu reflicto.
Aquilo que mais me vale, melhor me importa.
Sem teu julgamento, teu olhar torto,
tua pseudo opinião.
Inimigo não é mais.
Perdestes o cargo.
Amigo serás quando eu bem entender.
Quando me for conveniente, saudável,
desejável, necessário.
Fique aí:
parado, calado,
apenas esperando que eu apareça.
A gente se vê.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

 
 Eu sou melhor que isso.
Melhor do que o dia mais difícil.
Mais forte que o insulto mais violento.
Maior que qualquer dívida.
Sei menos mas posso saber mais.
Caio e levanto.
No salto.
Posso até borrar a maquilhagem.
Mas tenho o rosto limpo.
Em mim, há vergonha na cara.
Afinal, percebi que não tenho onde me apoiar.
A não ser em mim mesma.
Pois, bem sei onde dói.
Sei bem onde está a cura.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

 
 Há dias em que sou ponto,
querendo encerrar coisas.
Em outros, vejo-me vírgula,
que a tudo tenta separar.
Tenho também meus
momentos de dois pontos,
ao tentar enumerar
aquilo que me incomoda.
E quando sou travessão,
é para tirar os nós da garganta,
berrar, se for preciso.
A verdade é que em mim
cabem todas as pontuações.
Afinal, sou um texto diferente
a cada dia.
Um dizer que nunca se acaba.