Bem Vindo

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Eu desejo que você

saia dos moldes os quais te colocaram.
Eu desejo que você 
se liberte das amarras do "eu não posso", 
"eu não sei", 
"eu não consigo".
Eu desejo que a sua busca
pela sua verdadeira essência chegue logo 
para que você sorria por dentro 
quando falares de si.
Eu desejo que o amor 
que existe em ti 
seja de um tanto tão avassalador 
que não permita que alguém te ame 
menos do que você mesmo.
E que você, lindamente, 
saboreie a delicia de ser, 
com toda sua pureza, 
apenas aquilo que você é.

Posso ter mil defeitos.

Ser melodramática e intransigente.
Mas jamais serei (in)diferente a tudo aquilo 
quem me toca,
me comove, me prende.
Jamais deixarei de ser gente.
Me sinto (in)completa.
Me sinto num quebra cabeça diante da vida.
Mas jamais deixarei de ser autêntica.
Jamais deixarei de ser o que sou.
De alma livre, 
me alimento de amor próprio.
Migalhas não me atraem.
O que me atrai são coisas sinceras.
Que me instigam e desafiam a querer mais.
Que me fazem sentir falta no final do dia.
Posso ser o que for.
Mas jamais serei meio isso ou aquilo.
Meio quem sabe.
Meio quase.
Ou quase meio amor.
Dou a cara para bater.
Se doer, 
cicatriza...

Afagando teus cabelos

viajo para um mundo bonito.
É delicioso sentir a calmaria do teu abraço,
o sabor do teu beijo...
Na quietude do teu amor 
encontro aconchego 
e meus sonhos criam asas 
e voam delicadamente 
para um mundo só meu, 
só teu, 
onde reside a esperança, 
onde tudo se entrosa e vira prosa.

Eu tenho uma certa predisposição

em ultrapassar limites
em quebrar regras
em andar na contra mão...
Sou toda contradição!
Tenho por costume dizer
que sou mais voo
do que ninho...
Minha própria recta em desalinho!
Nada com muita explicação
ou sentido...
Sou tão incoerente
que o bom senso
evita andar comigo!

Eu não esqueço dos seres que passam por mim.

Mesmo aqueles que me tocam ao longe,
seja num olhar que transmite sinceridade,
seja num sorriso puro,
seja num abraço inesperado no fim do dia,
seja num aperto de mão apressado,
seja em meio à multidão dos tempos...
Eu não me esqueço,
registo no fundo da memória de cada ser 
que transborda suas histórias 
e experiências pelo caminho, 
com suas duras cicatrizes e superações.
Não esqueço, 
mesmo aqueles que passam apenas 
pelas calçadas da minha vida.
Deixo o ato de quem me ofereceu 
o bem me perfumar por dentro,
deixo o ato de quem me ofereceu 
o mal apenas me ensinar algo valioso,
como um exemplo a não me igualar a esses.
Mas deixo todos me marcarem 
de alguma forma,
deixo sobrar o perfume do instante...