aqueles que se desfizeram por
algum motivo,
nunca me amarraram,
porque sou feito carretel de
linha,
quanto mais eu giro,
mais eu costuro em mim meus afectos,
sou feito colcha de retalhos,
sou remendada de pessoas
coloridas,
diferentes e lindas.
Tenho um dedal preparado para
alfinetadas,
prefiro lidar com sedas mas sei
pisar
em panos de chão quando
preciso.
Costurei-me de um tecido
blindado,
mas sei me rasgar quando
necessito,
conheço todos os meus
remendos e costuras tortas,
mas jogo fora o que não me
serve mais de uso.
Minhas linhas têm cerol e
ferem quem tenta-me quebrar,
porque eu aprendi a costurar
meus caminhos desde de cedo.
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