Todos os amigos mais íntimos que fiz foi
porque me interessei
verdadeiramente por eles.
Me interessei pelo que doía,
pelo que o fazia gargalhar,
pela forma como banalizava histórias tristes,
pelo jeito com que dramatizava fatos
aparentemente banais...
Todo mundo quando descobre certa receptividade
no outro abre seu coração com
tamanha generosidade,
que fica difícil não fazer o mesmo.
Porque a escolha é sempre nossa.
A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente
sempre nessa expectativa do encontro.
E quando flui, tudo nos parece mágico.
Mas depois vem o que fazemos com tanta
informação, com aquela confissão,
com aquele momento de entrega.
É isso que vai solidificar o que quer que tenha
começado.
E quando isso não é um dom,
é um exercício...

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