Bem Vindo

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

 
 Não vou continuar insistindo 
em quem não insiste em mim

Fazer isso é autodestruição,

e não quero ser a responsável pelo meu desmoronamento

Deitada do Divã da vida vou falando alto

e de forma clara que não quero mais coisas

escuras habitando em meu interior

E são tantas as coisas bagunçadas em minha cabeça

Minha cabeça balão, que ganhou esse nome

de tanto os outros a encherem com meias verdades

Um verdadeiro ninho de cobras...

Que querem ver-me mal, por baixo,

olhando sempre para o chão

Mas repito quantas vezes for necessário

que não vão conseguir,

o que há de bonito em mim 
tem a força de um céu inteiro

E as estrelas brilham com força,

para dizer que sim, eu consigo!

Não vale a pena ficar ao lado de

quem não me acrescenta em nada,

não vale a pena sofrer por algo

que eu sei que não vai dar em nada

A gente sempre sabe.

E o verbo cair já me deixou com muitos arranhões

A onda agora é riscar o cair do dicionário da vida

e usar marca texto verde 
para destacar o levantar, pular...

VOAR

Saio do Divã um pouco mais leve...

O ar ao redor um pouco mais claro, azul...

Pego uma agulha e furo o balão da cabeça...

Não quero voar as custas dos outros

Quero voar pelos meus próprios méritos...

E VOU

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