em quem não insiste em mim
Fazer isso é autodestruição,
e não quero ser a responsável pelo meu desmoronamento
Deitada do Divã da vida vou falando alto
e de forma clara que não quero mais coisas
escuras habitando em meu interior
E são tantas as coisas bagunçadas em minha cabeça
Minha cabeça balão, que ganhou esse nome
de tanto os outros a encherem com meias verdades
Um verdadeiro ninho de cobras...
Que querem ver-me mal, por baixo,
olhando sempre para o chão
Mas repito quantas vezes for necessário
que não vão conseguir,
o que há de bonito em mim
tem a força de um céu inteiro
E as estrelas brilham com força,
para dizer que sim, eu consigo!
Não vale a pena ficar ao lado de
quem não me acrescenta em nada,
não vale a pena sofrer por algo
que eu sei que não vai dar em nada
A gente sempre sabe.
E o verbo cair já me deixou com muitos arranhões
A onda agora é riscar o cair do dicionário da vida
e usar marca texto verde
para destacar o levantar, pular...
VOAR
Saio do Divã um pouco mais leve...
O ar ao redor um pouco mais claro, azul...
Pego uma agulha e furo o balão da cabeça...
Não quero voar as custas dos outros
Quero voar pelos meus próprios méritos...
E VOU

Sem comentários:
Enviar um comentário