que
me chamem de tola.
Se
parece impossível que eu queira
ir
onde ninguém conseguiu chegar,
que
me chamem de pretensiosa.
Se
parece precipitado que eu me apaixone
no primeiro momento,
que
me chamem de inconsequente.
Se
parece imprudente que
eu me arrisque num desafio,
que
me chamem de imatura.
Se
parece inaceitável que eu mude de opinião,
que
me chamem de incoerente.
Se
parece ousado que eu queira
o prazer todos os dias,
que
me chamem de abusada.
Se
parece insano que eu continue sonhando,
que
me chamem de louca.
Só
não me chamem de medrosa ou de injusta.
Porque
eu vou à luta com muita
garra e muita vontade de acertar.
E
foi lutando que eu perdi o medo de ser ridícula.
De
ser enganada.
De
ser mal entendida.
Perdi,
na verdade, o medo de ser feliz.
Não
me incomoda se as pessoas
me vêem de forma equivocada.
O
importante mesmo é como eu me vejo...
Sem
cobrança.
Sem
culpa.
Sem
arrependimento.
A
gente perde muito tempo
tentando agradar aos outros.
Tentando
ser o que esperam de nós.
Eu
sou o que sou e não peço desculpas por isso.
No
meu caminho até aqui,
posso
não ter agradado a todo mundo,
mas
tomei muito cuidado
para não pisar em ninguém.
Sendo
assim,
me chame do que quiser,
eu não ligo...
Porque
eu só atendo mesmo
quando
chamam pelo meu nome,
que
eu tenho o maior orgulho de carregar.

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