Bem Vindo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada

 
 Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada:
Como sou misteriosa.
Sou tão delicada e forte.
E a curva dos lábios manteve a inocência.
Não há homem ou mulher que por acaso
não se tenha olhado ao espelho
e se surpreendido consigo próprio.
Por uma fracção de segundo a gente se
vê como a um objecto a ser olhado.
A isto se chamaria talvez de narcisismo,
mas eu chamaria de:
alegria de ser.
Alegria de encontrar na figura exterior 
os ecos da figura interna:
ah, 
então é verdade que eu não me imaginei,
eu existo.

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