se
não o outro corre;
mas
passada a bebedeira,
a
gente acha que fez besteira,
não
devia ter falado,
que
se expôs adoidado,
à
toa e foi tolice.
Finge-se
então que se esquece o que disse,
culpa-se
a carência, a demência, a embriaguez
responsáveis
por tamanha estupidez.
E
é aceitando este estranho cabedal
que
quando se volta ao “estado normal”,
cada
vez mais sós, na defensiva,
corroídos
morremos de cirrose…
afetiva.

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