necessariamente ir para
cama,
trocar beijos e abraços.
O namoro hoje em dia
é confundido com sexo,
mas são coisas distintas.
Namorar é
conhecer o outro e se
mostrar,
mas não especificamente fazer
sexo.
O sexo é melhor depois de
se conhecer e não antes.
Só que as pessoas
invertem as coisas,
mal começam a namorar e
partem para o sexo.
Não que sexo seja ruim,
mas sem namoro
não tem intimidade.
Acabam sendo dois
estranhos buscando
uma sintonia que ainda
não existe.
O ato de namorar é
cortejar, mostrar e buscar as qualidades,
fazer sexo é a finalidade
e não o princípio.
Há um movimento muito
forte, mas visto de ´
forma negativa, que são
de jovens casais
se proporem primeiro
namorarem e
deixar o sexo para uma
etapa posterior.
No entanto, jovens ou
maduros,
não devem fazer do sexo
o
objetivo primário de suas relações,
quando isto acontece, ela
se perde num vazio,
já que as pessoas começam
pelo fim.
É que, no mais das vezes,
o sexo acaba sendo mais uma
válvula de escape,
a busca da supressão de
uma carência ou frustração
do que o coroamento de um
amor.
Para alguns existe até
tempo determinado,
não pode passar do
terceiro encontro,
quando não, na maioria
das vezes,
acontece mesmo quando mal
se conhecem.
Em nossa sociedade tão
acessível a liberalidades,
ter uma atitude
consciente
parece exagero desnecessário.
Só que viver não é um
campeonato,
para saber quantas
pessoas
conseguiu levar para cama.
O objetivo de viver não é
apenas de fazer contato,
mas de conhecer,
tomar consciência,
assumir responsabilidade,
o que não acontece com
comportamentos
sem um vínculo mais
consistente.
Ter contato é coisa de
redes sociais,
mas não de qualidade de
vida.
Quem não corteja, acelera
o tempo
e perde o momento certo
de maturação natural,
não conhecendo e nem
descobrindo afinidades,
deixa de cultivar o
romantismo,
que tantos reclamam
quando o relacionamento
se estende por mais
tempo.
Depois não adianta
reclamar das datas
não lembradas, das
ausências de flores,
da maneira pouco
carinhosa
e respeitosa de tratar e ser tratado.
Não houve namoro
suficiente
para que pudesse germinar
a árvore frondosa do
carinho.

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