Bem Vindo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hoje você jura amor

Hoje você jura amor eterno,
amanhã não me olha nos olhos,
semana que vem você encontrará um novo “amor”
e provavelmente depois de 
chorar muito eu ficarei bem.
Hoje em dia 
“eu te amo” virou bom dia, boa tarde,
bons sonhos ou até mesmo alô como vai?
Desculpe-me a sinceridade,
quem sabe a petulância,
mas qual é o significado do amor?
Prefiro não ouvir um 
“eu te amo” por toda a vida,
 do que ouvir um falso 
“eu te amo” todos os dias.
Eu espero amar alguém e 
sentir reciprocidade nisso,
quero passear de mãos dadas com
quem sabe usar aliança de compromisso,
mas sentir aquele frio na barriga,
quero olhar nos olhos desse alguém e
saber que ali há amor e que isso não
precisa ser dito várias vezes ao dia.
Eu não quero frases decoradas nem
palavras repetidas, eu quero sinceridade.
Mais vale um não agradável 
do que um sim falso.
Actualmente tudo está tão monótono
que uma prova de amor se resume
numa actualização de status 
numa determinada rede social,
expondo uma felicidade que não existe,
ou melhor, um amor que não existe.
Tudo isso me faz crer que nasci no tempo errado.
Queria ser do tempo em que uma serenata
em baixo da janela era declaração de amor,
que versos e poesias eram feitas
descendentes de um sentimento real.
Queria poder acreditar nas pessoas.
Queria alguém que me convidasse
para jantar sem outras intenções
e não aquele que avisa 
da balada do fim-de-semana,
queria uma companhia agradável para
ver um bom filme num sábado à noite.
Eu queria mais simplicidade e menos aparência.
Eu queria ouvir a melodia 
de uma música no violão
vendo o pôr-do-sol,
eu queria que o amor fosse 
o amor de antigamente.
Então eu acordei.

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