Bem Vindo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Seres vivos...

 
É impossível querer que as

minhas palavras não me exponham,

é inevitável que elas me arranquem

peça por peça de roupa,

e é muita ingenuidade achar

que elas gerarão reacções idênticas.

As mesmas palavras que emocionam ou fazem rir,

causam repulsa e contrariam.

Geram polémica e desconforto,

da mesma maneira que confortam.

E, de uma forma ou de outra, 
me tornam vulnerável

Precisamos saber calar.

Existem momentos em que a melhor

maneira de resolver nossas coisas 
é aguentando firme.

Nestas horas, 
fica difícil até mesmo procurar

um sentido espiritual para nossa vida.

Este sentido existe, independente de compreendermos ou não,

mas se não conseguimos vê-lo, 
não adianta forçar a barra.

Os hindus chamam isto de “yoga da inacção”:

sair de si mesmo e olhar–se c
omo se fosse outra pessoa.

Observar os próprios gestos, 
as preocupações, o medo...

Quando conseguimos isto,

todos os falsos problemas desaparecem.

Então temos tempo e calma necessários

para resolver o que realmente precisamos.

Nossos sentimentos são seres vivos

e decidem sem nos consultar.

A prova de que na vida,

rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis."

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