Que você me toque até descobrir a minha alma.
Deixe-a encontrar a sua por alguns instantes.
Acaricie-a.
Afague-a.
Faça-me flutuar, gemer, gritar, sorrir.
Faça meu corpo tremer.
Abrace-me.
Sinta meu coração descompassado,
minha respiração acelerada, minha pele suada,
mas devolva-me a alma.
Ela não pertence sequer a mim mesma!
Feche a porta.
Siga em frente.
E tente não sofrer.
Eliane Azevedo

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