Apesar de todos os medos,
escolho a ousadia.
Apesar dos ferros,
construo a dura liberdade.
Prefiro a loucura à realidade,
e um par de asas tortas aos
limites da comprovação e da segurança.
Eu, (...), sou assim.
Pelo menos assim quero fazer:
a que explode o ponto e arqueia a linha,
e traça o contorno que ela mesma há de romper.
A máscara do Arlequim não serve
apenas para o proteger quando espreita a vida,
mas concede-lhe o espaço de a reinventar.
Desculpem, mas preciso lhes dizer:
EU quero o delírio.
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